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sábado, 10 de março de 2012

Atabaque



Nota: Para o uso desse instrumento nas religiões afro-brasileiras, veja Atabaque (candomblé).

Atabaque (ou Tabaque) é um instrumento musical de percussão. O nome se originou do termo árabe aT-Tabaq, que significa "prato". Constitui-se de um tambor cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas coberta de couro de boi, veado ou bode.

É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo e do tambor que está sendo tocado. Pode ser usado em kits de percussão em ritmos brasileiros, tais como o samba e o axé music

No candomblé, é considerado objeto sagrado.

Fonte: Wikipédia

Pandeiro na Capoeira


No Brasil, o pandeiro entrou por via portuguesa(sua provável origem é árabe). O negro aproveitou o pandeiro para utilizá-lo em seus folguedos. o pandeiro era usado para acompanhar as procissões religiosas, assim como ele fez parte da primeira procissão que se realizou no Brasil, em 13 de junho de 1549 na Bahia(Corpus Christi). Feito de couro de cabra e madeira, de forma arredondada, é o som cadenciado do pandeiro que acompanha o som do berimbau, dando "molejo" ao som da roda. Ao tocador de pandeiro é permitido executar floreios e viradas para enfeitar a música.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 7 de março de 2012

Berimbau

berimbau é um instrumento de corda de origem angolana, também conhecido como berimbau de peito em Portugal ou como hungu em Angola e em grande parte do continente africano. Em Angola, também é conhecido por m'bolumbumba e é utilizado entre os quimbundos, ovambos, nyanekas, humbis ekhoisan.

Este instrumento foi levado pelos escravos angolanos para o Brasil, onde é utilizado para acompanhar uma dança/luta acrobática chamada capoeira.
No sul de Moçambique, tem o nome de xitende.

No Brasil, também é conhecido por urucungourucurgoorucungooricungouricungorucungoricungoberimbau metalizadogobomarimbau,bucumbumbabucumbungagungamacungomatungomutungoaricongoarco musical e rucumbo. O instrumento é conhecido por ser tema de uma canção popular de Baden Powell de Aquino, grande violonista brasileiro. A letra da música foi escrita por Vinícius de Moraes. Considerado um dos maiores percussionistas do planeta, Naná Vasconcelos especializou-se em instrumentos brasileiros, em especial o berimbau, inclusive expandindo a sua técnica. Preservado na Bahia até o presente, o berimbau sempre foi um souvenir típico do estado, vendido aos turistas muito mais como adorno que como instrumento - colorido e enfeitado, bem diferente daquele que os capoeiristas utilizam.


Descrição

É constituído por uma vara em arco, de madeira ou verga, com um comprimento aproximado de 1,50 metros a 1,70 metros e um fio de aço (arame) preso nas extremidades da vara. Na sua base, é amarrada uma cabaça com o fundo cortado que funciona como caixa de ressonância. O tocador de hungo usa a mão esquerda para sustentar o conjunto e pratica um movimentos de vai e vem contra o ventre, utilizando uma pedra ou uma moeda (dobrão), para pressionar o fio. A mão direita, com uma varinha, percute a corda.

Etimologia

"Berimbau" origina-se do termo quimbundo mbirimbau. "Urucungo" origina-se do termo quimbundo ri'kungu, que significa "cova". É uma referência à cavidade do berimbau.

Origens

Estima-se que o arco musical tenha surgido por volta de 1500 a.C.. Instrumentos derivados do arco foram encontrados nas mais diversas regiões do mundo, como no Novo México, na Patagônia, na África e em civilizações antigas, entre elas a egípcia, a fenícia, a hindu, a persa e a assíria. Há registos do hungu, da forma que conhecemos hoje, desde tempos primitivos, em Angola.
Da África, o berimbau foi levado ao Brasil pelos escravos africanos, acabando por ser incorporado na prática da arte marcial afro-brasileira conhecida comocapoeira, na qual o som do berimbau comanda o ritmo dos movimentos do capoeirista. Contudo, no Brasil o instrumento acabou por se disseminando para outras manifestações culturais, como na música popular brasileira do guitarrista Baden Powell e do compositor Vinícius de Morais.

Na Capoeira


Caxixi, moeda (dobrão ou pedra) e baqueta
O berimbau é um elemento fundamental na capoeira, sendo reverenciado pelos capoeiristas antes de iniciarem um jogo. Alguns o consideram um instrumento sagrado. Ele comanda a roda de capoeira, dita o ritmo e o estilo de jogo. São dados nomes às variações de toques mais conhecidas, e quando se toca repetidamente um mesmo toque, diz-se que está jogando a capoeira daquele estilo. As variações mais comuns são "Angola" e "São Bento Grande".
Na capoeira, até três berimbaus podem ser tocados conjuntamente, cada um com uma função mais ou menos definida.
  • O berra-boi toca a linha grave, raramente com improvisações. O tocador de berra-boi no começo de uma roda de capoeira geralmente é seu líder, sendo seguido pelos outros instrumentos. O tocador principal do gunga geralmente também lidera a cantoria, além de convidar os jogadores ao "pé do berimbau" (para inciarem a dança).
  • o médio ("viola") complementa o gunga. Por exemplo, enquanto o gunga toca um padrão simples de oito unidades (xxL.H.H.), o médio pode tocar uma variação de dezesseis unidades (xxL.xLHL|.xL.H.H.). O diálogo entre o gunga e o médio caracteriza o toque. No toque São Bento Pequeno, o médio inverte a melodia do gunga (xxH.L...), com alguma improvisação.
  • O violinha toca a maioria das improvisações dentro do ritmo definido pelos outros dois. O tocador do violinha harmoniza e quebra para acentuar as músicas.
Não há muitas regras formais no toque do berimbau na capoeira, sendo que cada mestre de roda determina a interação entre seus músicos. Alguns preferem todos os instrumentos em uníssono, ao passo que outros dividem os tocadores entre iniciantes e avançados, requerendo dos últimos variações mais complexas.
A afinação na capoeira é escarçamente definida. O berimbau é um instrumento microtonal, e pode ser afinado na mesma altura, variando apenas no timbre. A nota baixa do médio é afinada com a nota alta do gunga, o mesmo se procedendo em relação ao violinha para com o médio. Outros gostam de afinar o instrumento em quarteto (C, F, B) ou em tríade (C, E, G). No geral, a afinação depende da aprovação do mestre de roda.

Jogador de Urucungo, pintura de Jean Baptiste Debret de 1826
Em 1826, o artista francês Jean Baptiste Debret retratou um tocador de berimbau em "Joueur d'Uruncungo".

Categorias

Entre os capoeiristas, há uma divisão em subtipos de berimbau. Muitos capoeiristas chamam o berimbau mais grave de gunga. O que é errado, poise gunga é o mesmo que berimbau, seja ele grave, médio ou de tom mais alto:
  • berra-boi: tom mais grave (erroneamente conhecido como gunga)
  • médio: tom médio.
  • violinha ou viola: tom mais alto.
Essas categorias relacionam-se ao som, não ao tamanho. A qualidade de um berimbau não depende do comprimento do arco nem do tamanho da cabaça, mas sim do diâmetro e resistência do arco e da qualidade sonora da cabaça.

Toques

As variações dos toques (ritmos) do berimbau são inúmeras, entre elas:
  • Angola: não toca a última batida da sequência básica (xxDom.Dim...).
  • São Bento Pequeno (ou Angola Invertido): similar ao Angola, mas com os tons altos e baixos invertidos (xxDim.Dom...); geralmente tocado com o berimbau médio ("viola"), enquanto se toca o toque Angola no berimbau mais grave ("berra-boi").
  • São Bento Grande de Bimba (ou Regional): inventado por Mestre Bimba, geralmente tocado em um padrão de duas barras (xxDom.xxDim.|xxDom.Dom.Dim.).
  • São Bento Grande de Angola: adiciona uma batida extra ao toque São Bento Pequeno (xxH.L.L.). São Bento Grande possui ainda uma variação regional (xxDim.Dom-Dom.).
  • Iúna: inventado por Mestre Bimba (xxDonts-Donts.Dints.xxDonts.Dints-Dints.xxDonts-Donts.Dom-Dom-Dom-Dom-Dom).
  • Cavalaria: usado no passado para avisar os capoeiristas da aproximação de policiais—existem variações (L.xxL.xxL.xxL.H.).
  • Santa Maria: uma transcrição em quatro barras dos corridos "Santa Maria" e "Apanha Laranja no Chão Tico Tico". (xxL.LLL.|xxL.LLH.|xxH.HHH.|xxH.LHL.).
  • Benguela: (xxDom.Dim.Dim.)
Entre outros toques, destacam-se o Idalina (L.L.x.H.|xxL.L.H.) e o Amazonas (xxLLxxLH|xxLLLLLH), todos derivados do padrão básico da capoeira.
Capoeiristas também tocam samba, antes ou depois de jogarem capoeira, com toques próprios, derivados do samba de roda (xxH.xxH.xx.H.HH.).

Notação

A maioria dos toques de capoeira deriva de uma estrutura básica de oito unidades: xxL.L.L.
Legenda
. = pausa
x = zumbido
L = tom baixo
(Tom Grave Dom) H = tom alto
(Tom agudo Dim) e no toque íuna e usados o Dom e o Dim com a cabaça do berimbau emcostada na barriga , que seria Dom-(Donts) e Dim (Dints) (...) = compasso de 2 ou 4 batidas, 8 a 16 subdivisões/unidades
(..|..) = dois ou mais compassos
(Nota: todos os caracteres possuem o mesmo tempo)

A Técnica do Berimbau na Capoeira

Segura-se o berimbau com uma das mãos, à altura da cabaça; com a mesma mão, segura-se a moeda ou uma pedra de areia lavada que, durante o toque do instrumento, será, várias vezes, pressionada contra o arame, de forma a modificar o tom do berimbau. A cabaça posiciona-se à altura do abdome do tocador, pois este modifica-lhe o som, quando aproxima ou afasta a cabaça de seu corpo. Com a vareta na outra mão, executam-se as batidas no arame; e, na mesma mão da vareta, o tocador segura o caxixi, de forma a preencher o som da batida da vareta com o som do caxixi: uma espécie de chocalho.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 2 de março de 2012

Madeira Boa

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata aê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Vou esperar a lua voltar

Eu quero entrar na mata aê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Madeira boa é como amizade

Mas é difícil de se encontrar
A amizade eu guardo no peito
E da madeira vou fazer meu berimbau

Se Mestre Bimba estivesse aqui

Pra me ensinar a escolher madeira
Eu entrava agora na mata
Tirava Ipê e Pau Pereira

A noite vem eu entro na mata

Lua clareia, vou procurar
Jequitibá e maçaranduba
O guatambu eu devo achar

Na velha África se usava o Ungo

Nas grandes festas religiosas
O Kingenge é um dialeto Umbundo
É o berimbau que conquistou o mundo

Na lua cheia vou colher os frutos

e na minguante eu tiro a madeira
vou pra fazer o meu berimbau
vou pra tocar na capoeira

Areia Do Mar


Areia do mar, areia do mar
o que você tem, para me contar

Areia do mar, areia do mar
o que você tem, para me contar

Onda que quebra na praia
quebrava no casco do navio
navio que trouxe de Angola
o negro para o Brasil

Vagando sobre o mar
chegava o tumbeiro
trazendo negros de batalha
de espírito guerreiro

Me conta de Pastinha
e de Bimba por favor
seu Pastinha na marinha
Mestre Bimba estivador

Areia que leva e traz
histórias de algibeira
vou visitar o Pero Vaz
aprender a história da capoeira

Dia dois de fevereiro
Bahia me chamou
lavagem do Bonfim
cidade de Salvador

A Benguela

A benguela chamou pra jogar
A benguela chamou pra jogar Capoeira( Coro )
Tudo começou assim
Hoje eu tenho que lembrar
De Maria Martinha do Bonfim
Luiz Candido Machado
Que eram os pais de Mestre Bimba
Manoel do Reis Machado
Coro
Em mil novecentos, este fato aconteceu
Em vinte trés de novembro
O Mestre Bimba nasceu
Coro
Bimba assim dizia
Tocando seu berimbau
Sentado no velho banco
Ensinando a regional
Coro
Nos dias de formatura
Era obrigado a jogar
O São Bento Grande
E o Toque de Iuna
A benguela não podia sujar
Coro
Em cinco de fevereiro
Do ano de setenta e quatro
Esta tristeza aconteceu
Na cidade de Goiânia
Mestre Bimba faleceu